segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Tratamentos gratuitos e com preço reduzido

03/11/2011
OBS.: como esta notícia é de 2011 o valor pode ter sofrido alterações.




Confira a lista completa de universidades de São Paulo que oferecem tratamento odontológico cobrando apenas pelo material utilizado, ou com um preço reduzido.

Uninove – Universidade Nove de Julho
Rua Vergueiro, 235/249, Centro
Tel.: (11)3385-9046
Quanto: R$20 durante o mês que o paciente frequenta a clínica.

UNIFMU – Faculdades Metropolitanas Unidas
Avenida Santo Amaro, 1239 - Vila Nova Conceição - São Paulo - SP
Tel: 3045-7428
Quanto: É cobrado o custo do material utilizado.

Unisa – Universidade Santo Amaro
Faculdade de Odontologia – Clínica Odontológica
Rua Professor Enéas de Siqueira Neto, 340 - Jardim das Imbuias / Sto. Amaro
Quanto: Alguns procedimentos têm amparo do Sistema Único de Saúde - SUS, mas a maior parte deles tem um custo simbólico.

Unib - Universidade Ibirapuera
Av. Interlagos, 1329 – Chácara Flora – São Paulo - SP
Tel: 5694-7927 Fax: 5694-7911
Quanto: É cobrado do paciente apenas o custo do material utilizado no tratamento.

Unip – Universidade Paulista

Rua Luis Goes, 2291 – Mirandópolis
5586-4066 / 5586-4123
Quanto: O tratamento é gratuito, apenas nos casos de prótese dentária é cobrado o material.

Unicid – Universidade Cidade de São PauloRua Cesário Galeno, 448/475 - Tatuapé (próximo ao Metrô Carrão)
Tel: 6195 4622, das 9h as 18h
Quanto: É cobrado o custo do material utilizado.

Unicastelo – Universidade Camilo Castelo Branco
Rua Carolina Fonseca, 584 – Itaquera
Tel: 6170-0016 / 6170-0019
Quanto: Taxa de inscrição e mensalidade durante o tratamento (em torno de R$25)

USP – Universidade de São Paulo
Av. Professor Lineu Prestes, 2227 – Cidade Universitária
Tel: 3091-7418
Quanto: São cobrados apenas os tratamentos dentários em que são feitas próteses.

Confira a lista de universidades com clínicas odontológicas e de ambulatórios especializados do Guia de Direitos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Quem cozinha é parente próximo das bruxas e dos magos

Lindo texto do Blog Tempere seu dia, vale uma visita.

Porque quem pensa que a comida só faz matar a fome está redondamente enganado. Comer é muito perigoso. Cozinhar é feitiçaria. E comer é ser enfeitiçado. Sabia disso Babette, que conhecia os segredos de produzir alegria pela comida. (Rubem Alves)

 


Mas também é arte e poesia. É se deixar levar pela imaginação, totalmente sem razão, guiada apenas pela intuição. É trabalhar com os quatro elementos – terra, água, fogo e ar – em uma verdadeira apologia aos sentidos. É transformar alimento em remédio, para corpo e para a alma. É alquimia.

Do grego, cozinheiro vem de mageiros, mesma raiz de magia. Então, às vezes penso que cozinhar, nos torna mais humanos, pelo simples fato de podermos adicionar paz e alegria nos pratos que preparamos. Pois, ser cozinheiro é aprender a partilhar, renovar e também nutrir. É fazer do alimento, pura magia.

É abstrair e desenvolver uma nova percepção. É ser aprendiz, além de mestre. É orquestrar intuições e emoções. É chegar ao coração , tomando o caminho mais curto.

É degustar do passado, cheiros e gostos da infância. É reviver as experiências que nos fizeram descobrir quem somos. É se conectar com os nossos sentimentos e emoções mais profundas, em busca das raízes que nos fizeram chegar até aqui.

É sentar ao redor da mesa e também dividir o prato com quem amamos ou precisamos aprender a amar. É compartilhar, aprender a ceder a vez e também repartir. É ganhar a oportunidade de nos tornarmos mais complacentes e também mais sábios. É praticar uma das mais autênticas formas de amor. Feito presente dos céus, igual prece.

E assim, que tal irmos pra cozinha e prepararmos uma deliciosa sopa de abóbora? E reunirmos ao redor da mesa, como em um passe de mágica, toda essa gente querida?


Sopa de Abóbora com Sálvia

Você vai precisar de …

– 800 g de abóbora cabotiá (abóbora japonesa) sem casca e picada
– 1/2 couve-flor
– 1 cebola grande picada
– 1 litro de caldo de legumes
– 4 baguinhas de cardamomo
– Sal rosa do Himalaia
– Manteiga ghee
– Folhinhas de sálvia (a gosto)

Como fazer …

1 – Refogue a cebola em uma panela com a manteiga ghee e acrescente as folhinhas de sálvia bem picadinhas.
2 – Em seguida, incorpore a couve-flor e os cubos de abóbora, juntamente com o caldo de legumes.
3 – Quando tudo estiver cozido, tempere com o sal rosa e o cardamomo moído.
4 – Leve ao liquidificador e processe até virar um creme.
5 – Aqueça mais um pouquinho e sirva em seguida, em potinhos individuais.

Nota: Se você preferir, poderá acrescentar uma pimentinha dedo-de-moça (sem sementes) para dar uma apimentadinha na sopa ou até mesmo, pimenta calabresa seca. E se não tiver couve-flor, poderá fazer esta sopa-creme somente com a abóbora.

E aí, gostou ? Então, conta pra gente! E, é claro, muito obrigado pela sua visita.

Abs, Glau


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A medicina descobre que a gestação é decisiva para uma vida longa e livre de doenças. Nesse período, pode-se prevenir a depressão, o câncer, a obesidade e até a diabetes

Fonte: Revista Isto É
por Mônica Tarantino e Rachel Costa 21.01.16




Sabe-se também que a alimentação materna pode ter impacto na chance de a criança vir a desenvolver câncer. “Dependendo de sua qualidade, a nutrição da mãe pode produzir células geneticamente instáveis e propensas à doença”, disse à ISTOÉ David Barker, da Universidade de Southampton, na Inglaterra. Um dos principais vilões, neste caso, são os embutidos. “Eles apresentam em sua composição uma substância carcinogênica que pode atuar sobre o feto”, explica a nutricionista Elaine de Pádua, de São Paulo. Porém, o risco para o bebê não está apenas na dieta equivocada. Se a gestante fumar, usar drogas ou tomar antibióticos inadequados, também deixará o feto mais vulnerável à enfermidade. “E há evidências de que a exposição da grávida a inseticidas aumenta as chances de tumores renais”, afirma a oncopediatra Viviane Sonaglio, do Hospital do Câncer de São Paulo.





Presente no cotidiano da maioria dos moradores das grandes cidades, a poluição é considerada um dos maiores inimigos da evolução saudável dos fetos no ambiente uterino. Diversos trabalhos feitos pela equipe do Children’s Environmental Health, da Universidade Colúmbia, nos EUA, mostram que, além de aumentar os riscos de câncer de modo geral, os poluentes emitidos pela queima de combustíveis por veículos, pesticidas ou pelo fumo passivo estão ligados a problemas de desenvolvimento do raciocínio dos pequenos. Uma investigação feita com crianças de 3 anos de idade, nascidas de mães expostas a constante poluição atmosférica, indicou atraso em funções cerebrais como a compreensão dos tamanhos, a habilidade para fazer contas e a identificação de padrões bastante simples. “Esses resultados têm se repetido nos estudos em andamento em vários países”, disse à ISTOÉ Julia Vishnevetsky, coordenadora do centro de pesquisa da instituição americana. “As crianças que já manifestam algum déficit de cognição originado quando ainda estavam no útero da mãe poderão ter pior desempenho escolar quando forem mais velhas, se nada for feito. Mas os danos podem ser revertidos se houver uma intervenção precoce”, diz a especialista.




Outro fator comum ao estilo de vida atual e extremamente nocivo é o estresse. Há indicativos de que ele seja capaz de produzir sequelas físicas e mentais no ser em formação. Um exemplo é aumentar a predisposição do bebê à asma, como atestou um estudo americano feito com 557 famílias. Os cientistas analisaram o cordão umbilical dos filhos das mulheres submetidas a tensão intensa e contínua com o das crianças geradas por mães mais tranquilas. “Vimos diferenças importantes na produção de substâncias associadas ao risco de asma na vida adulta”, disse Rosalind Wright, uma das autoras da pesquisa. “Nos bebês gerados por mães estressadas, a chance de surgimento da doença era muito maior”, disse a estudiosa.

Tão forte quanto isso é o impacto do estresse da mãe na formação de toda a rede de neurônios do bebê. “As experiências emocionais da mulher durante a gestação ajudam a moldar a arquitetura do cérebro do bebê. Isso, a longo prazo, vai afetar a capacidade de aprendizagem, o comportamento e a saúde mental da criança”, considera a psicóloga Maria Tereza Maldonado, autora do livro “Nós Estamos Grávidos”.

Um dos assuntos que mais interessam aos pesquisadores nessa área de investigação é entender melhor como o estresse materno pode predispor o bebê a maior chance de vir a sofrer de depressão quando adulto – situação que começa a ser apontada em alguns trabalhos. Um deles foi realizado, em animais, na Escola de Farmácia da Hebrew University of Jerusalem. Nos seus experimentos, os cientistas observaram que as cobaias submetidas a ambientes estressantes (ouviam sons irritantes em períodos alternados) tiveram filhotes que, quando adultos, demonstraram alguns prejuízos importantes: tinham debilitada sua capacidade de aprendizado e de memória, apresentavam menor habilidade de lidar com situações adversas e manifestavam sintomas de ansiedade e de depressão.

Na Inglaterra, pesquisadores do Imperial College of London chegaram inclusive a montar, no ano passado, uma exposição dirigida a pais para informá-los sobre a conexão. O objetivo era deixar bem claro que o estresse da gestante pode ter um impacto tão sério a ponto de alterar o desenvolvimento cerebral da criança, deixando-a suscetível à enfermidade.




No entanto, muita coisa ainda precisa ser descoberta sobre como se dá esse tipo de interação. Parte da resposta estaria na exposição do feto aos hormônios desbalanceados da mãe. Sob condições de tensão constante, todos nós produzimos quantidades excessivas do hormônio cortisol, inclusive a gestante. E o excedente passaria através da placenta e chegaria ao feto, provocando mudanças na sua rede neuronal que podem estar associadas ao surgimento da depressão na vida adulta.

Todas essas descobertas têm reforçado a importância do pré-natal como um período fundamental para garantir a saúde futura do bebê que está sendo gerado. De acordo com o ginecologista Nilson Melo, presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o mínimo necessário são sete consultas, distribuídas do primeiro ao nono mês. “É o melhor investimento na dupla mamãe-bebê e na saúde das fu­turas gerações”, diz o especialista.

Gandhy Piorski em parceria com Instituto ALANA lança livro sobre natureza, imaginário e brincar





‘Brinquedos do Chão’ é o primeiro livro de uma série que irá discutir o brincar e os 4 elementos da natureza

No próximo dia 5 de novembro, o Instituto Alana lança, em parceria com a editora Peirópolis ‘Brinquedos do Chão: a natureza, o imaginário e o brincar’, o primeiro livro de uma série de quatro do educador e artista plástico Gandhy Piorski em São Paulo. No Rio de Janeiro o lançamento será dia 8 de novembro.

Gandhy estuda o brincar e o brinquedo há mais de 20 anos. Por suas andanças Brasil afora, na busca por conhecer a criança brasileira, se deparou com a intimidade e o manejo que elas têm com os elementos da natureza. Assim, deu início a um estudo profundo sobre o brincar e os 4 elementos: terra, fogo, ar e água.

Nesse livro, o pesquisador adentra o universo do brincar com o elemento terra, e busca compreender como ele dialoga com o reino imaginário da criança.

Confira abaixo o bate-papo que o Instituto ALANA fez com ele.

Instituto Alana – O professor Marcos Ferreira, que prefaciou o seu livro, diz que você é um pesquisador alimentado pela ‘curiosidade crianceira’. O que as crianças despertam em você?

Gandhy Piorski – Em principio não existia um interesse direto pela infância, mas pelo universo do artista brincante. As artes e as brincadeiras sempre chamaram a minha atenção. Sempre gostei muito de teatro de bonecos. Em meados dos anos 90, pude conhecer o mestre Zezito, e estudar com ele. Ele que me transmitiu um encantamento pela alma do brinquedo tradicional, feito por artesãos. Foi então que montei uma oficina e comecei a construir brinquedos, propor projetos para arquitetar espaços de brincar, realizar oficinas com crianças e jovens da periferia de Fortaleza e, com isso, iniciei uma pesquisa própria. Fiquei até 1999 trabalhando quase que exclusivamente com construção de brinquedos.

IA – E quando a criança tornou-se o foco da sua pesquisa?

GP – Em 2003 ganhei a Bolsa Virtuose, cedida pelo Ministério da Cultura, para realizar um estudo no Museu do Brinquedo de Sintra, em Portugal. Conheci diversos pesquisadores, entre eles o professor João Amado, da Universidade de Coimbra, que pesquisa os brinquedos construídos por crianças da Península Ibérica. Um dia, durante uma conversa, ele me levou até as ruínas de Conímbriga, cheia de mosaicos, de brinquedos e brincadeiras das crianças romanas, e me deu uma aula sobre esses brinquedos. Depois, lançou a pergunta: você conhece as crianças do Brasil? Já pesquisou os brinquedos que elas constroem? Isso mexeu comigo e me conduziu a olhar para a criança.

IA – O significado do brinquedo mudou quando você começou a olhar para a criança?

GP – Mudou completamente. Quando entrei de cabeça no universo da infância o brinquedo estético e produzido perdeu a expressão para mim; eu enxerguei uma camada anterior – que é a imaginação da criança – e que falava com muito mais riqueza sobre o universo da infância. É na imaginação que residem todos os elementos do brincar. O brinquedo foi perdendo sua concretude.

IA – Depois dessa nova ótica para o brinquedo, como você guiou suas pesquisas?

GP – Eu voltei de Portugal e, no mês seguinte, já estava no Pará, em áreas ribeirinhas de Belém, olhando as crianças. Também fiz um trabalho para a Instituição Dragão do Mar. Eles me convidaram para montar uma grande exposição de brinquedos construídos por crianças cearenses. Fiz uma pesquisa de dois anos, em 25 regiões do Ceará. Foi dessa experiência – entre 2005 e 2007 – que nasceu o livro Brinquedos do Chão. A escrita foi no campo – eu parava a noite e escrevia. Comecei a entrar de cabeça nos elementos da natureza, relacionando-os com o brincar.

IA – O que a criança busca quando brinca com os elementos da natureza?

GP – Busca um anseio humano muito antigo, de se entranhar no mundo e conhecê-lo nas suas múltiplas dimensões. A força imaginária conduz a criança a conhecer as experiências mais estruturantes da vida – e essas experiências estão na natureza.

IA – E o que ela busca ao brincar com a terra em específico?

GP – A brincadeira da terra é uma brincadeira de estrutura. A criança busca a inteireza, a concretude da vida, quer compreender os materiais no todo e manifesta isso nos seus fazeres. No livro eu falo sobre as investigações do oculto: abrir os animais para ver o que tem dentro, cavar a terra, a brincadeira de esconde-esconde. Esses momentos revelam o fascínio do encontro. A criança tira os véus da vida para poder criar intimidade e se aninhar com o mundo, ela quer conhecer os fundamentos de todas as coisas e a terra permite essa descoberta.

IA – Você afirma no livro que a imaginação é a verdade da criança. Poderia explicar?

GP – A imaginação é a faculdade com a qual a criança dialoga com a vida. É o oposto da consciência racional, que analisa e cria conceitos. A imaginação é fundada pelo simbólico, pelo encanto, e não por uma linguagem moralista. O olhar simbólico nos deixa permear pelas matérias do mundo, já o olhar analítico nos afasta das experiências. Quem vive por mais tempo o alimento imaginário constrói uma organização sensorial mais aprofundada, por isso precisamos educar as crianças, desde cedo, nessa expressão do imaginário.

IA – Existe um imaginário que atravessa as diferentes culturas infantis?

GP – Sim. O contato com a elementaridade do mundo dá uma universalidade para o brincar. O barquinho, por exemplo, é universal na cultura das brincadeiras. O menino que nasce no sertão vai acessar o elemento água tanto quanto o menino que nasce na beira da praia. Mas as narrativas serão diferentes, pois a cultura vai dar o contorno para as brincadeiras. O menino do mar constrói um barquinho de forma mais refinada do que o do sertão, mas os dois contêm em si os mesmos elementos imaginários da água. Isso é um arcaísmo genético – a água acorda informações genéticas comuns aos dois meninos, porque essas informações estão no fundamento do humano.

IA – A exposição que acompanha o lançamento do livro traz brinquedos que crianças construíram com sucatas da cidade. Como relacionar com os brinquedos do chão, feitos com elementos da natureza?

GP – Ela vem para dar um contraponto: não precisamos ficar restritos ao sonho ideal do brincar na natureza, o mais importante é conhecer a imaginação da criança, como ela se estrutura e, a partir disso, encontrar no mundo espelhos que alimentem essa imaginação. Nessa exposição estão expostos brinquedos feitos com materiais da indústria. Mas não qualquer material, são sucatas inteligentes, como um freio de bicicleta – que abre ramos na imaginação e evita o linear. É preciso criar encantamento nas matérias, porque a imaginação é do reino do encanto, ele que acorda o interesse vivo em criar.

IA – Qual o convite que o livro faz ao leitor?

GP – O livro trata sobre a base fundamental de diálogos da criança com o mundo e inaugura uma reflexão sobre o comportamento imaginador da criança. É para todos que se interessam pela criança: pessoas da área da cultura que produzem obras para crianças, artistas, arquitetos que têm pensado ambientes para a infância, urbanistas, educadores que estão nas escolas.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Hortas Escolares da UnB conscientiza alunos sobre a importância da alimentação

Projeto tem a proposta pedagógica de gerar nos alunos uma prática mais dinâmica e significativa e trazer isso para a vida


Horta escolar FNDE/Divulgação

Nesta segunda- feira (26), o Revista Brasília falou sobre o projeto da Universidade de Brasília (UnB), que tem como objetivo conscientizar os alunos sobre alimentação. A coordenadora do projeto Educando com a Horta Escolar e professora do Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), Ana Rosa, conta que a proposta, em nível nacional, é formar multiplicadores para colocar a horta dentro das escolas.

Então, ela destaca que os estados e municípios se candidataram e o Distrito Federal (DF) foi uma das unidades federativas que implantou o projeto, somando-se aos mais de 500 municípios. A coordenadora também fala sobre a resistência da população em não ter uma alimentação saudável." Isso varia desde a praticidade da alimentação que não é saudável, como abrir um pacote de biscoito do que fazer o biscoito, até questões culturais como o valor que as pessoa dão ou não para esses alimentos", diz. 


Escute o áudio na EBC

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fome física x fome emocional: comemos alimentos ou emoções?

Fonte: A Crítica

Se não for equilibrada, a relação entre comida e prazer pode trazer consequências negativas à saúde
Costumes, ideologias, crença, fé religiosa, educação e outros fatores devem ser levados em consideração quando o assunto é a alimentação. Já faz tempo que o ato de comer deixou de se limitar somente à função nutritiva e passou a se relacionar também com processos afetivos e socioculturais. Porém, o prazer gerado pelo alimento pode tornar-se um problema, se esse passar a ser considerado uma válvula de escape para estresse ou para sentimentos negativos.

A fome é a necessidade de comer desencadeada pela falta de energia, e pode ser dividida em dois tipos: a fome fisiológica, que é a sensação física e não relacionada a alimentos específicos, e o apetite hedônico relacionado ao prazer e recompensa, e que ocorre mesmo sem a deficiência de energia.

Quando a comida é utilizada para lidar com problemas pessoais, o apetite sentido é considerado como fome emocional. “De forma geral, podemos dizer que é a vontade de diminuir a sensação do desconforto emocional por meio da comida, enquanto a fisiológica é a necessidade”, afirma Marcia Daskal, nutricionista e proprietária da Recomendo Assessoria em Nutrição.

Os principais fatores que podem levar à fome emocional são necessidades básicas não atendidas, como sono inadequado e dietas restritivas sem orientação médica ou nutricional, e situações do dia a dia, como desentendimentos com pessoas próximas, problemas no emprego, e outras circunstâncias que provoquem estresse e sentimentos de raiva, ansiedade, medo, tristeza, cansaço e insegurança.

O Dr. Marcio Mancini, endocrinologista chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, salienta que “a fome emocional pode levar ao excesso de peso ao longo do tempo, desencadeando a obesidade. Além disso, pode evoluir para um distúrbio nutricional, como o transtorno da compulsão alimentar, que é a ingestão de uma grande quantidade de alimentos em um curto período de tempo com perda de controle sobre o ato de comer, gerando angústia e sofrimento”.

Como identificar a fome emocional?

Os principais indícios de que está fora de controle são desejo urgente de comer, ingestão de alimentos com voracidade ou em grande quantidade e dificuldade de controlar ou a sensação de que nada satisfaz. Na prática, é como a representação “viver para comer” e não “comer para viver”.

De acordo com Marcia, “a dificuldade em diferenciar a sensação de fome de outras sensações corporais pode começar na infância, quando os pais oferecem comida como expressão de amor ou premiação. Ao longo da vida, as pessoas vão perdendo a capacidade natural de comer quando estão com fome e de parar quando satisfeitas, e acabam se desenvolvendo seguindo regras referentes a horários, quantidades e qualidade determinadas por outros, ignorando os sinais de saciedade, intuição e vontade próprias”.

O médico endocrinologista, o nutricionista ou mesmo o psicólogo são os profissionais indicados para ajudar a identificar situações que poderiam passar despercebidas, contribuindo para uma relação mais equilibrada e prazerosa com a comida.

Prazer x culpa: O real significado da comida

A comida pode ter diversos significados. Muitas pessoas conseguem sentir prazer e culpa ao mesmo tempo. Além disso, um cardápio prazeroso é frequentemente associado como não saudável, proibido e engordativo. O fato é que o conceito de “alimentação saudável” não pode ser associado apenas a determinados tipos de alimentos, ou a privações e sacrifícios.

É importante relembrar que comer não é exclusivamente um processo fisiológico, mas é igualmente uma ação afetiva e sociocultural. É necessário resgatar o relacionamento mais saudável com a comida, entendendo que o problema não é o ingrediente ingerido, mas o desequilíbrio no consumo dos ingredientes. A alimentação balanceada é o primeiro passo em direção a um estilo de vida mais saudável.