sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sustentabilidade começa no nosso quintal


Fotos: Blog do Nosso Quintal para o Mundo Revista Ecológico em 23/08/2012 - 
por Dan Lima e Carol Guilen* - Fonte: Do Nosso Quintal para o Mundo
Sustentabilidade começa em casa! Com essa ideia, fomos convidados pela Ecológico a escrever dicas práticas de sustentabilidade para o seu dia-a-dia. Quinzenalmente, estaremos por aqui compartilhando ideias e experiências de como trazer os conceitos de sustentabilidade para a prática, de maneira descontraída e fácil.
 Descobriremos juntos sobre como manter a saúde, limpar a casa, preparar alimentos, deslocar-se nas grandes cidades, trabalhar e viver em família de forma mais ecológica e leve. Você vai notar que sustentabilidade não é um bicho de sete cabeças, e que cada um de nós, em nossa própria casa, podemos ser “a mudança que desejamos ver no mundo” (GandhI).
 Para estrear a coluna, que tal uma volta pelo quintal?
Sabemos que a maioria dos leitores mora em apartamento, e ter um quintal pode parecer um sonho distante. Por outro lado, mesmo uma varanda ou um cantinho da lavanderia podem virar um mini-quintal muito agradável!
 Muitos de nós temos pais e avós que vieram do interior, e sabemos que há uma ou duas gerações atrás era super comum ter horta em casa, produzindo a maior parte das verduras, frutas e legumes consumidos pela família. Mas ao nos mudarmos para as cidades, o espaço e o tempo diminuíram. Infelizmente, as hortas e os pomares passaram a não mais caber na vida das pessoas. A lógica passou a ser: para que ter pé de limão galego nos fundos de casa, se você pode pegar o carro e ir até o mercado comprar? Para que ter de plantar, regar e podar se você pode pagar por verduras no sacolão do bairro?
Foto: Tomates no quintal
 O problema é que essas mesmas frutas e verduras, na realidade urbana atual, cresceram a pelo menos uns 100 km de distância, à base de muito fertilizante químico e agrotóxicos, vêm convenientemente transportadas por caminhões que emitem gás carbônico. Chegam, assim, às nossas mesas já não tão frescas, embaladas e sem grande parte do sabor e nutrientes originais. Você sabia, por exemplo, que para ter o valor nutricional de uma única maçã de verdade (fresca, colhida na estação própria), às vezes é preciso comer três? É o preço que se paga por ter vegetais disponíveis o dia todo, mesmo fora de época, à nossa conveniência.
 Felizmente, isso está mudando. Uma onda de plantar e colher o próprio alimento está invadindo as cidades. E, ao que tudo indica, não será apenas uma moda, mas uma nova forma de viver nas cidades que virá para ficar. Mesmo em apartamentos pequenos, pessoas conseguem produzir hortaliças e temperos frescos. Paisagistas têm se especializado nisso. Cresce a cada dia o número de vídeos e posts na internet ensinando a plantar em espaços pequenos.
 Ter uma mini-horta em casa é mais simples e gostoso do que você imagina! Logo você estará colhendo aquilo que plantou. Você terá produtos orgânicos à mão, sem ter de pagar os preços mais altos pelo que são geralmente vendidos. O sabor e a textura dos alimentos orgânicos frescos são diferentes, capazes de tornar um simples prato de salada algo muito saboroso. Isso, claro, sem falar na saúde! Estima-se que os brasileiros ingerem em média 5 litros de agrotóxicos por ano! Somos o país que mais usa esse tipo de veneno! Ao plantar em casa, pelo menos temperos e uma ou outra verdura, você terá a oportunidade de ter ingredientes frescos sem ter que sair de casa. Dá uma satisfação grande saber que você pode produzir o seu próprio alimento, e além disso a jardinagem pode ser uma terapia – bem mais agradável do que pegar fila nos supermercados!
Plantando parte do que comemos restabelecemos uma ligação com o ciclo natural de plantar, cuidar, colher e se alimentar. Assim ficamos ao menos um pouco mais autônomos, resilientes (dois conceitos sobre os quais vamos falar muito aqui na coluna, e que têm tudo a ver com sustentabilidade). Se você tiver seu próprio canteiro e ainda fizer compostagem dos restos (aguarde os próximos textos), parabéns, você conseguiu fechar o ciclo. Então vamos lá?
Foto: Maracujá livre de agrotóxicos
 Como começar?
1.        Planeje: escolha o que plantar, levando em conta:
a.        Espaço disponível
b.        Quantidade de sol e vento
c.        Seus hábitos alimentares (o que mais consome?)

2.        Comece pequeno. Procure fazer uma pequena experiência, por exemplo em um vaso, e veja se dá certo e o que pode ser melhorado.
3.        O seu vaso ou canteiro deve ter: cerca de 1/3 de dreno (uma camada de pedras ou argila expandida, uma camada de areia e/ou uma manta bidim), e de 2/3 de terra.
4.        No início, prefira as mudas, pois as sementes demandam sementeira e um pouco de experiência. Procure não quebrar o torrão de terra ao redor da raiz ao fazer o plantio. Cubra de terra apenas até a divisão entre raiz (geralmente menos verde) e o caule.
5.        Plante de acordo com o tamanho do recipiente. Bacias e jardineiras são boas para hortaliças. Já em vasos maiores, é possível plantar arbustos, como manjericão, e até mesmo variedades anãs de frutíferas, como jabuticabeira, pitangueira e limoeiro.
 Quer mais dicas? Visite o blog Do Nosso Quintal para ver como é mais fácil do que você imagina! Aqui em casa adotamos essa idéia e já colhemos, literalmente, os frutos.

*Sobre Dan Lima e Carol Guilen
Ele, advogado, ela, bióloga. Um casal de consultores em Sustentabilidade, fora do escritório: será que dentro de casa é que começa o exemplo?

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