segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Esfoliante natural


Ingredientes:
1/2 colher de óleo de coco (ou de amêndoas)
1 colher de farelo de amêndoas
1 colher de açúcar mascavo

Modo de Fazer:
Misture o farelo de amêndoas com o açúcar e misture bem, depois adicione o óleo de coco e está pronto para usar.

Produtores de alimentos orgânicos recebem veículos para escoamento


Fonte: D24 AM

Espera-se o público de 600 mil pessoas para 39ª edição da Expoagro.

Manaus - Nesta terça-feira, 27 de novembro, o Governo do Estado entregará três veículos aos produtores da Associação de Produtos Orgânicos do Estado do Amazonas (Apoam) para facilitar o escoamento da produção de produtos orgânicos de Manaus e Região Metropolitana.

A Apoam conta atualmente com 20 associados em Manaus e entorno. Todos os produtos são orgânicos, como as hortaliças (couve, alface, cheiro-verde, repolho, coentro, cebolinha). Entre os mais procurados estão a alface, a rúcula e o espinafre.

As verduras não convencionais regionais (taioba, vinagreira, cariru, jambu, feijão de asa, bertalha, espinafre amazônico, folha doce e urtiga) também são cultivadas pela Apoam. Na produção de frutas, destacam-se biribá, pupunha, coco, laranja, limão, banana, abacaxi, mamão, açaí, goiaba, abacate, manga, jaca e acerola.

De acordo com o presidente da Apoam, Raimundo Carvalho, o produto orgânico tem excelente aceitação no mercado.

“Hoje, com o trabalho que estamos fazendo já está até mesmo faltando produtos. Desde 2007 participamos da feira do Mapa e nossa associação tem dois anos. Os consumidores são nossos maiores divulgadores. Ainda temos algumas dificuldades quanto à logística dos produtores. Esses carros vão chegar em boa hora. Nossos produtos além de não terem agrotóxicos são feitos artesanalmente”, pontuou.

José Rodrigues, um dos produtores do Ramal Água Branca, ressaltou que há a preocupação em aumentar a produção de orgânicos para atender a demanda de consumidores.

“São realizados cursos de princípios agroecológicos. Para aumentar a produção em 2013, fizemos um relatório identificando os produtos mais procurados na feira e eles serão nossa prioridade. Estamos trabalhando na limpeza das áreas, identificando quais áreas são para hortaliças e frutíferas. No sistema agroecológico, por exemplo; uma pessoa pode plantar mandioca e na mesma área o açaí ou citrus”.

Alimentos orgânicos

Os alimentos orgânicos são aqueles que utilizam, em todo seu processo de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e visam à qualidade do alimento. Desta forma, não são usados agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar algum dano à saúde dos consumidores.

Os alimentos são mais saudáveis, pois são livres de agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos, além disso, sua produção respeita o meio ambiente, evitando a contaminação de solo, água e vegetação.

Expoagro

A entrega dos veículos faz parte das ações que ocorrem durante a 39ª Expoagro, que ocorre de 24 de novembro a 2 de dezembro. A expectativa é que sejam gerados, no evento, entre R$35 a 38 milhões em negócios. Um público de 600 mil pessoas está sendo esperado.

A ação será realizada por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e faz parte do Programa Amazonas Rural.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O Mundo Segundo a MONSANTO Legendado

Natal com Mais Solidariedade e Sustentabilidade

07/11 a 20/12 – Exposição arvores de natal no Circuito da Paulista



Exposição de Arvores de Natal feitas com o reaproveitamento de materiais recicláveis. As árvores foram doadas pelos artistas e artesãos e serão vendidas pelo Instituto MAIS no final da exposição, em 20 de Dezembro de 2012. Para adquirir sua árvore exclusiva e sustentável, visite a exposição e faça sua reserva ou ligue (11) 3257-9660 ou envie email para institutomais@institutomais.org

Participam desta iniciativa os artistas e artesãos: Alessandra Ferraz, Adzilda Xavier, Claudia Santoni & Grupo Mulheres Encantos da Cantareira, Graça Rubbishuluxo, J. Prete, Joice Andrade, Luciana Guerra, Morgana Cruz, Neusa Silva, Noely Escarante, Oswaldo Oliveira, Rosely Ferraiol, Soraia Vitiello & Patricia Miranda, Tereza Yamashita, Verônica Jorge. A Curadoria é do Projeto Virando do Avesso, e a realização é do Instituto MAIS e MAIS PROJETOS com o apoio da Escola de Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi.

A Mostra “Natal com Mais Solidariedade e Sustentabilidade” faz parte da iniciativa “Cultura de Sustentabilidade”, um projeto necessário para despertar consciência em relação aos desafios socioambientais de nossa época. Cultura de Sustentabilidade adota a arte como mediadora para compartilhar consciência ambiental. Foi lançado em julho no MASP com a mostra “Arte que revoluciona, Práticas que Transformam” com a releitura das obras de Tarsila do Amaral pelo artista plástico Thiago Costackz. Desde então esteve em 04 diferentes locais mobilizando pessoas e construindo uma nova cultura de sustentabilidade junto a sociedade.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Na trilha sustentável dos incas


Na época de hoje, onde a busca pelo desenvolvimento sustentável traduz a necessidade de convivermos em equilíbrio com a natureza, é importante recuperarmos a memória da existência de uma civilização que nos antecedeu no continente sul-americano e que há oito séculos já praticava com maestria os caminhos da sustentabilidade
Célio Bermann* - Fonte: Bons Fluidos - 09/2012



"Encontramos esses reinos em tal bom estado, e os incas os governavam de maneira tão sábia, que entre eles não havia um ladrão ou um viciado, não havia tampouco pessoas imorais. Os homens tinham ocupações honestas e úteis. As terras, florestas, minas, pastos, casas e todos os tipos de produtos eram controlados e distribuídos de tal forma que cada um sabia o que lhe pertencia, sem que outro tomasse ou ocupasse algo alheio, ou fizesse queixas a respeito... O motivo que me obriga a fazer essas declarações é a libertação da minha consciência, visto que me considero culpado. Pois destruímos, com nosso mau exemplo, as pessoas que tinham tal governo e também o que era desfrutado por esses nativos."

Essas palavras foram escritas em 1589 por Mancio Serra de Leguisamo. Ele fazia parte das tropas que acompanharam o colonizador espanhol Francisco Pizarro na invasão e conquista do território inca no Peru.

No século 14, o império inca dominava cerca de 20 milhões de pessoas, espalhadas por um vasto território, que englobava terras desde o sul da Colômbia e o extremo norte do Equador, todo o Peru e a Bolívia, o noroeste da Argentina e o norte do Chile. A capital do império era a atual cidade de Cusco (o umbigo do mundo, em quéchua, idioma mais falado por eles). O poder era centralizado na figura de um soberano, denominado inca (o filho do Sol). Com ampla autoridade, ele era considerado quase um deus naquela sociedade.

Sob a liderança do inca Pachacuti, que chegou ao poder em 1438, Cusco passou a ser considerada o centro espiritual e político do império. Entre as suas realizações, está a arquitetura, a construção de estradas, pontes e engenhosos sistemas de irrigação.

Os incas não usavam dinheiro; eles faziam escambos, por meio dos quais mercadorias eram trocadas. Mesmo o trabalho era remunerado com mercadorias e comida. Serviam de moedas de troca também sementes de cacau e conchas coloridas, que eram consideradas de grande valor.

AGRICULTURA EM SINCRONIA COM OS CICLOS NATURAIS
Estima-se que os incas cultivavam cerca de 700 espécies vegetais. A chave do sucesso da agricultura inca era a existência de estradas e trilhas que possibilitavam uma boa distribuição das colheitas numa vasta região. As principais culturas vegetais eram batata, milho, pimenta, algodão, tomate, amendoim, mandioca e um grão de alto valor nutritivo conhecido como quinua, que hoje virou febre entre os brasileiros.

O plantio era feito em terraços, onde usavam a adiantada técnica das curvas de nível, sendo os primeiros a adotar o sistema de irrigação. Varas afiadas e arados revolviam o solo. As lhamas transportavam as colheitas e também forneciam lã, para fazer tecidos, couro e carne.

As técnicas agrícolas desenvolvidas pelos incas surgiram da necessidade de criar áreas de cultivo que superassem os problemas de abastecimento de água, erosão dos solos e a instabilidade climática, num território caracterizado por uma geografia extremamente acidentada e a existência de uma grande variedade de zonas ecológicas. Os terraços erguidos nas encostas das montanhas não apenas obedeciam a necessidades de caráter prático como também a motivações estéticas, simbólicas e religiosas.

A sincronia entre os ciclos naturais, os estelares e as atividades humanas foi a grande marca dessa civilização. A observação do movimento solar, da Lua e das estrelas permitiu determinar uma relação entre os astros e os períodos de plantio, de colheita e das atividades de pecuária. Para os incas, o solstício de inverno, no dia 21 de junho, marcava o tempo do renascimento do Sol e o da revitalização do mundo, enquanto que o solstício de verão, no dia 22 de dezembro, marcava a maturidade.

Os incas eram extremamente religiosos e consideravam o Sol e a Lua entidades divinas - às quais suplicavam suas bênçãos, fosse para melhores colheitas, fosse para o êxito em combates com grupos rivais.

O deus Sol (Inti) era o deus masculino e eles acreditavam que o rei descendia dele. Atribuíam a esse deus qualidades espirituais transmitidas à mente pela mastigação da folha de coca, que também servia de nutrição e fonte de energia.

Os incas criaram uma trilogia representada por condor, puma e serpente, animais sagrados considerados guardiões dos três mundos existentes. O condor (representante da paz, mensageiro que carrega os espíritos mortos desta vida para a vida dos deuses) era o guardião do mundo de cima. O puma (representante da força e do espírito de cada pessoa) protegia o mundo do meio. Já a serpente (ligada à inteligência humana) cuidava do mundo de baixo.

Não havia um sistema de escrita. Para gerir o império, empregavam-se os quipos, cordões de lã ou outro material em que eram codificadas mensagens. O quipo constituía-se de um cordão ao qual se ligavam cordões menores de diferentes cores, tanto paralelamente quanto partindo de um ponto comum. Os números eram dados pelos nós e as significações pelas cores.

Os quipos eram utilizados para manter estatísticas permanentemente atualizadas. Regularmente, procedia-se a recenseamentos da população em que era contabilizado o número de habitantes por idade e sexo. Registrava-se ainda o número de cabeças de gado, os tributos pagos por outros povos ou a eles devidos, os movimentos de entrada e saída de mercadorias dos armazéns estatais etc. Com os registros, procurava-se equilibrar a oferta e a procura, numa tentativa de planificação da economia.

ARQUITETURA EM EQUILÍBRIO COM A NATUREZA 
Os incas construíram templos sagrados nas encostas íngremes das montanhas andinas. Enormes blocos de pedras eram arrancados das pedreiras, desbastados e entalhados com instrumentos de pedra, e depois arrastados por roletes de madeira ou sobre trenós puxados por cordas, por meio de engenhosos sistemas de rampas. A arquitetura inca não só se ocupou do desenho de seus monumentos em função de seus requerimentos práticos como também em função dos símbolos e dos conteúdos mágicos que deviam representar. Para alcançar esse propósito, os incas aproveitavam as formas naturais presentes nas montanhas e nas planícies para criar os terraços, as plataformas cerimoniais, os observatórios astronômicos, as habitações, os canais e fontes de água.

As ruínas da cidade de Machu Picchu, encravada entre montanhas a 2 350 m de altitude, no vale do rio Urubamba, é o testemunho mais deslumbrante da capacidade humana de conviver em equilíbrio com a natureza.

AS MINAS DE SAL DE MARAS

Desde a época dos incas, os habitantes de Maras, no Peru, coletam as águas que caem de um olho-d¿água chamado Qoripujio em tanques, construídos nas encostas das montanhas, para que evapore. O sal assim produzido é vendido nos mercados de Cusco, que fica a 50 km dali. Os terrenos salinos de Maras remontam à Era Incaica. são 3 mil poços explorados num regime de cooperativa. A água supersaturada de sal emerge de uma corrente morna natural subterrânea. O fluxo é direcionado para um complexo sistema de pequenos canais por onde a água escorre formando de pequenas lagoas em forma de escadas. Aquecida pelo sol, a água evapora e após alguns dias o sal é raspado e recolhido.

O LEGADO DOS INCAS Conhecer as ruínas do Império Inca é uma oportunidade para os habitantes da América do Sul elevar sua autoestima. O estigma que tem caracterizado os países sul-americanos como subdesenvolvidos frente aos países do primeiro mundo se desfaz com a revelação da existência de uma civilização extremamente desenvolvida que nos antecedeu, e é um exemplo da nossa capacidade de viver em harmonia com a natureza e de forma sustentável.

*Arquiteto e professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Convite - "Muito Além do Peso" na Mostra Internacional de Cinema de SP



 20/10/2012 - 19:45 a 29/10/2012 - 17:40
Dos mesmos produtores do documentário "Criança, a Alma do Negócio"
Na 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo será exibido o documentário Muito Além do Peso
Um filme sobre a maior epidemia infantil da história, a obesidade.
Crianças com doenças de adultos e números alarmantes que transbordam da tela em um jogo de responsabilidade entre estado, família, escola, publicidade e indústria alimentícia.
Um documentário filmado em várias regiões do Brasil e dos Estados Unidos, reunindo os maiores especialistas da área.
Sua visita ao supermercado jamais será a mesma.
quando
Sábado  20/10  AS 19h45  - Cinema: RESERVA CULTURAL sala 1
Domingo 21/10 19h Cinema: CINEMARK sala 2 - Shopping Metro Santa Cruz
Segunda 29/10 17h40 Cinema: Livraria Cultura Sala 1

O McDonald's das comidas saudáveis Mike Roberts, ex-presidente da rede, quer agora transformar sua Lyfe Kitchen na maior cadeia de fast food saudável do mundo. Para isso, aposta na comida orgânica, com baixa caloria e pouco sódio


Fonte:
Guilherme Rosa
Veja - 24/09/2012

No último mês, os partidos republicano e democrata realizaram convenções para escolher seus candidatos à presidência dos Estados Unidos. Em Tampa, na Flórida, os republicanos aprovaram a candidatura de Mitt Romney. Já em Charlotte, na Carolina do Norte, os democratas confirmaram a participação de Barack Obama na eleição. Apesar da distância geográfica e ideológica, algo unia os milhares de delegados que participaram das convenções: o estômago. Instalada próxima aos locais de ambos os eventos, estava um stand temporário da LYFE Kitchen, uma nova rede de fast-food saudável e sustentável

Durante as manhãs dos três dias das convenções, os delegados de cada partido podiam escolher, de graça, entre um prato de aveia com quinoa e frutas ou uma fritada de cogumelos, queijo de cabra e batata doce. No almoço, contavam com uma grande variedade de pratos, entre eles almôndegas de peru, frango ao molho de laranjas e manga com grãos integrais e peixe com molho de limão, verduras e cogumelos. O responsável por toda essa comida saudável? Mike Roberts, ex-presidente global doMcDonald’s

Roberts trabalhou por mais de 30 anos na rede de fast food, onde chegou a comandar 31.000 restaurantes espalhados por 118 países. Em 2006, ele se demitiu da empresa. Em fevereiro de 2010, ele foi procurado pelo investidor Stephen Sidwell, que trazia a ideia de uma rede de restaurantes saudáveis. Um ano e oito meses depois, Roberts inaugurou a primeira loja da LYFE, acrônimo de Love Your Food Everyday (Ame sua Comida Todos os Dias, em inglês), na cidade de Palo Alto, na Califórnia, conhecida por sediar inúmeras empresas de alta tecnologia. 

No cardápio, nenhum item tem mais de 600 calorias ou 1000 miligramas de sódio. Segundo a diretoria, cada ingrediente é produzido de forma ambientalmente responsável, por fazendeiros locais. "Hoje nós vamos começar a responder à mais significativa necessidade não atendida da América: fornecer comida saborosa, saudável, que seja barata e conveniente", disse Mike Roberts, no dia da inauguração. "Nós pretendemos criar uma nova categoria — a dos restaurantes que vendem um estilo de vida." 

E a comida agradou. O jornal local Palo Alto Weekly premiou a LYFE como o melhor novo restaurante de 2012. Já o San Francisco Chronicle, o jornal mais importante da região, elogiou alguns dos pratos, como o salmão grelhado. A comida ganhou duas estrelas de quatro, mostrando que os críticos a avaliaram como boa — algo não muito comum entre as redes de fast food. 

Ingredientes proibidos — Fast food não costuma ser sinônimo de comida saudável. Para mudar essa lógica, Mike Roberts recrutou para o seu restaurante dois dos chefs mais conhecidos dos Estados Unidos: Art Smith, ex-cozinheiiro pessoal da apresentadora Oprah Winfrey, e Tal Ronnen, conhecido por suas receitas vegetarianas e veganas. 

Eles tiveram que se desdobrar para elaborar o menu do novo restaurante. Entre os ingredientes proibidos estavam creme, manteiga, glutamato de sódio (bastante usado como tempero), xarope de milho e organismos geneticamente modificados. Frituras, nem pensar. Carne bovina, só se o animal estiver livre de antibióticos e hormônios, tiver se alimentado de grama por toda sua vida e, claro, tiver sido criado de modo "humano". A LYFE tem uma parceria com a ONG Global Animal Partnership, que aprova toda a carne consumida em busca do bem-estar dos animais. 

Vegetais como cenoura, pepino, aipo, rúcula, pimentão, tomate cereja e couve de bruxelas são incentivados. Mas, de preferência, que sejam orgânicos e produzidos por fazendeiros locais. "Buscar o produtor local sempre que possível traz benefícios não só para os consumidores, mas também para nosso negócio.

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Recente estudo americano aponta que os alimentos orgânicos não seriam mais nutritivos do que os convencionais. Mas será que esse dado é tão relevante assim? Descubra o que dizem os especialistas e faça sua escolha


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Fonte: Thaís Manarini
Saúde - 10/2012

Em um primeiro momento, a notícia caiu como uma bomba. Depois de revisar nada menos do que 237 pesquisas, estudiosos da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, concluíram que desembolsar uma grana extra para ter alimentos orgânicos na despensa pode não valer a pena. É que eles não identificaram, na maioria dos casos, diferenças significativas na concentração de vitaminas e afins. Justiça seja feita, o fósforo - mineral que, em parceria com o cálcio, participa da formação dos ossos - foi detectado em maiores doses nos orgânicos. Porém, como pouquíssimas pessoas apresentam carência desse mineral, o achado não foi considerado excepcional. 

"A investigação não surpreende. Outros trabalhos já revelaram que o orgânico não reúne mais nutrientes. Acontece que a qualidade do alimento vai além da quantidade de substâncias presentes nele", analisa Elaine de Azevedo, nutricionista da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Mato Grosso do Sul, e consultora do Portal Orgânico. Por exemplo: em uma lavoura adubada com fertilizantes sintéticos há muito nitrogênio, o que leva a altas taxas de proteína no vegetal plantado ali. Parece bom, não é? "Em contrapartida, esse elemento deixa a planta bastante vulnerável a doenças e com elevado teor de nitrato, que é tóxico", avisa Elaine. 

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Isso sem contar que, em certas situações, os itens orgânicos são, sim, mais ricos em nutrientes. Em sua tese de doutorado, a química Sônia Stertz, da Universidade Federal do Paraná, encontrou menos substâncias benéficas nas versões convencionais de tomate, batata, morango, agrião e couve-flor. "Contudo, isso depende de fatores como clima e solo. E há grandes variações de um produtor para outro", pondera a cientista. O morango orgânico, para ter ideia, esbanjou 342% a mais de ferro, 183% de magnésio, 80% de potássio extra, 34% de cálcio, 26% de fibras e 24% de proteínas. 

Contradições nutricionais à parte, segundo Sônia Stertz, um artigo recente indica que os alimentos cultivados de acordo com o sistema orgânico tendem a apresentar níveis superiores de fitoquímicos. E esses compostos bioativos têm ação antioxidante, ou seja, são capazes de combater radicais livres e, consequentemente, evitar males que vão desde câncer até doenças cardiovasculares. Estamos falando do licopeno do tomate, da isoflavona da soja, do sulforafane das couves... 

Isso é bastante plausível porque o vegetal sem agrotóxicos precisa acionar seu mecanismo natural de defesa o tempo inteiro para se proteger de seus inimigos. Esse processo, por sua vez, estimula a fabricação dos aclamados fitoquímicos. Na revisão americana, outro destaque ficou por conta da comparação entre os níveis de agrotóxicos encontrados nos alimentos orgânicos e nos convencionais. No geral, os primeiros se mostraram menos propensos à contaminação por pesticidas. 

"De fato, essa é a principal diferença entre as duas opções. Os orgânicos são muito mais seguros", afirma a nutricionista Semíramis Domene, professora da Universidade Federal de São Paulo. "Os pesticidas são desenvolvidos para atacar organismos vivos em geral. Portanto, não afetam apenas as pragas", esclarece. A triste realidade é que também estamos sob sua mira. 

O perigo cresce quando a exposição a essas substâncias acontece dia após dia. Situação que, convenhamos, não é improvável de acontecer - basta pensar nas frutas do café da manhã, nas folhas do almoço, nos legumes da sopa servida no jantar e por aí vai. "O contato frequente com os agrotóxicos aumenta o risco de uma série de problemas", aponta Luiz Cláudio Meirelles, gerente-geral de toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

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Limpeza verde. Dá para limpar a casa toda com soluções naturais, que substituem de forma eficiente produtos como detergente, multiúso, antimofo... Você vai economizar muito, evitar alergias e outros problemas de saúde, e ainda ajudar a preservar o meio ambiente


Fonte: Selma Cardoso
Máxima - 07/2012
Vinagre, suco de limão e bicarbonato de sódio: com esse trio nas mãos, você ataca de mofo, limo e manchas a gordura, entupimento e odores fortes. Ele tem propriedades bactericidas, abrasivas e ácidas tão eficientes quanto os produtos industrializados, mas com a vantagem de não agredir a nossa saúde nem o meio ambiente. "O multiúso e o detergente contêm fosfato na fórmula, um elemento que facilita a remoção da gordura. Em excesso, porém, ele causa a eutrofização da água - processo que leva ao crescimento exagerado de algas e micro-organismos e, consequentemente, ao desequilíbrio ecológico", explica Márcio Augusto Araújo, consultor de ecoprodutos do Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica (SP). 

Embora no Brasil a quantidade de fosfato seja controlada, imagine o efeito provocado quando milhões de pessoas usam os produtos indiscriminadamente. "Os itens industrializados podem ser rastrea­dos, mas pior mesmo são os fabricados em `fundo de quintal’, que muita gente compra sem conhecer a fórmula e os efeitos colaterais", diz o pesquisador Maurício Waldman (SP), autor do Guia Ecológico Doméstico (Ed. Contexto). Além das alergias na pele, podem ocorrer intoxicações causadas pelo forte odor e até envenenamento de animais domésticos. Abra mão também de detergentes, solventes e ceras que contenham compostos voláteis, cloro ou formaldeído, pois poluem o ar e provocam problemas respiratórios. 

CONSUMO CONSCIENTE 
Nas prateleiras dos supermercados já existem vários materiais de limpeza ecológicos, isentos de agentes químicos agressivos ou com o seu teor reduzido. Portanto, ao optar pelos industrializados, prefira os de baixo impacto ambiental. Maurício ressalta que é fundamental mudarmos os nossos hábitos de consumo. "As pessoas acham que basta limpar bem. Mas a ideia é sujar menos para dispor de uma quantidade menor de produtos químicos em casa, pois eles poluem os rios e matam os peixes. A água da máquina de lavar roupas que já tem sabão, por exemplo, é perfeita para higienizar o vaso sanitário ou tirar a sujeira do quintal", ensina. 

PRODUTOS SEM QUÍMICA 
Na hora de limpar a casa, use estas receitas que garantem um ótimo resultado a baixo custo, não fazem mal à saúde nem poluem o ambiente 

Vinagre 
Com alta concentração de ácido acético, o líquido funciona como um potente desinfetante e desengordurante. Os melhores para a limpeza são o branco (de álcool) e o de maçã. 

Antimofo 
Remova esse odor desagradável do armário limpando-o com um pano mbebido na mistura de 3 litros de água quente com 1 ou 2 colheres (sopa) de vinagre branco. 

Fim da gordura 
Ponha um pouco de vinagre puro sobre a gordura do fogão, deixe agir por um minuto e limpe. 

Rejunte branquinho Aplique vinagre puro com uma escovinha de dentes no rejunte do azulejo. Aguarde pelo menos duas horas para enxaguar com água. A dica também vale para limpar aquela parede com marcas de móveis ou de sapatos. 

Brilho em vidros e espelhos 
Dissolva 1 parte de vinagre em 4 de água quente e limpe essas superfícies. Os vidros ficam ainda mais transparentes! 

Tapetes e carpetes novinhos 
Para limpar essas peças, aplique uma mistura com a mesma quantidade de vinagre branco e água. 

Amaciante 
Substitua o produto convencional por 1/2 copo de vinagre no último enxágue da roupa. Ela fica supermacia... 

Bicarbonato de sódio 
À base de dióxido de carbono e hidróxido de sódio, o bicarbonato é bactericida e uma excelente alternativa para os produtos de limpeza abrasivos. Use-o, sempre com luvas, na limpeza da cozinha e para afastar odores desagradáveis. 

Forno brilhante Molhe um pano macio numa mistura de 1/2 litro de água quente e 3 colheres (sopa) de bicarbonato. Aplique em todo o forno e, após uma hora, retire-o com um pano úmido. 

Ralos desentupidos 
Misture bem 1 xícara (chá) de sal, 1 de bicarbonato e 1 litro de água quente. Jogue no ralo. 

Carpete cheiroso 
Para eliminar o odor forte, provocado por animais de estimação ou pela falta de ventilação no ambiente, pulverize bicarbonato de sódio sobre o carpete usando uma peneira grande. Deixe agir por dez minutos e aspire. Não passe vassoura para evitar que o tapete fique branco. 

Geladeira limpinha 
Sempre depois de finalizar a limpeza da geladeira e do freezer, passe um pano úmido com bicarbonato na parte interna para desinfetar o local. 

Suco de limão O ácido cítrico do fruto ajuda a dissolver o limo e até manchas de ferrugem. 

Louça sem gordura 
Dilua 1/4 de xícara (chá) de suco de limão em água e aplique na peça com um pano macio. 

Antiferrugem 
Retire esse tipo de mancha de talheres, grelhas e fogão esfregando a superfície com suco de limão e uma esponja. 

MULTIÚSO CASEIRO Num frasco de vinagre de maçã, junte 3 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio e 1 copo de extrato de raspa de juá (árvore típica do Nordeste, também conhecida como juazeiro), à venda em lojas de produtos naturais. A solução tem validade de até seis meses se for guardada bem fechada e à sombra. 

Importante 
Mesmo os produtos sendo naturais, nunca deixe-os ao alcance de crianças e animais.

Sylvia Earle: a dama dos mares. Os oceanos têm uma voz. Feminina, sensível e experiente. "É hora de agir. O que fazemos hoje é pouco, um sussurro, não um grito. Os próximos dez anos talvez sejam os mais cruciais dos próximos 10 mil", alerta a oceanógrafa e ambientalista americana Sylvia Earle a respeito da urgência de se criar políticas para a conservação das águas, esgotadas pelas sobrepesca e poluição.

Ronaldo Ribeiro e Matthew Shirts
National Geographic Brasil - 10/2012

USFWS Pacific / Creative Commons
A oceanógrafa Sylvia Earle é exploradora da National Geographic Society

Sylvia falou com a revista no Rio de Janeiro, em uma pausa de suas palestras na Rio+20, no restaurante de um hotel na Barra da Tijuca - ao mesmo tempo, circulavam no hall dezenas de chefes de Estado, muitos que, durante a conferência, ouviram claramente o recado de Sylvia. "Os oceanos controlam o modo como funciona o mundo. E estão negligenciando a importância deles no estudo das mudanças climáticas", diz. Ainda assim, ela mantém o otimismo: "Se eu pudesse escolher um momento para nascer, seria hoje, em que nossas ações terão um impacto efetivo no futuro". 

A senhora pode falar um pouco de sua vida e da maneira como vê o mundo hoje? 
Como uma mulher de 77 anos, gostaria, antes de mais nada, que todos se dessem conta de que venho de um planeta muito diferente, que tinha, por exemplo, menos CO2 na atmosfera e bem mais peixes nos oceanos. Viviam aqui 2 bilhões de pessoas, em vez dos atuais 7 bilhões. Havia mais árvores. O mundo que vejo hoje é resultado de uma transformação rápida e brutal no ambiente, que coincide com o tempo de minha vida. 

Muito do que fizemos nos trouxe benefícios: a revolução na medicina, a tecnologia das telecomunicações. Ainda assim, estamos em um momento crucial na história, porque, pela primeira vez, somos capazes de nos ver em perspectiva. Nas últimas décadas, aprendemos mais sobre nós mesmos que durante toda a história anterior da humanidade. Quando eu era pequena, não havia a possibilidade de quantificar o CO2. Não sabíamos da existência de cadeias montanhosas nos oceanos, as maiores formações geológicas da Terra. Nem das fontes hidrotermais. Não sabíamos que os continentes se deslocam, e que isso é parte de nosso passado e de nosso futuro, pois esses processos determinam as transformações naturais do planeta. Com o conhecimento, a ciência, nos demos conta de que nós, seres humanos, somos o vetor da mudança, e desencadeamos transformações em âmbito planetário que podem não ser nada benéficas. 

Como surgem os oceanos nesse cenário? 
Todos nós somos donos do alto-mar. É como o ar. É um bem comum, e será bom que permaneça intacto e saudável, pois é a garantia de nossa existência. Os oceanos contribuem com a geração de 70% do oxigênio atmosférico. Essa é uma das grandes descobertas do século 20, algo que vínhamos subestimando. Nada se compara ao plâncton em termos de captura de carbono e geração de oxigênio. Todavia, segundo alguns estudos, desde 1950 houve um declínio de 40% no fitoplâncton oceânico. O mesmo se dá com a redução dos peixes; a tendência de declínio é clara. Não protegemos os sistemas que nos mantêm vivos. O que precisamos é agir antes que seja tarde demais, antes que os tubarões e os atuns desapareçam, antes que os corais tenham se extinguido - no Caribe, 80% deles sumiram desde 1950. Quando a gente olha para os números, fica óbvio de que há algo errado no planeta. E, ao contrário do que muita gente acredita, o tamanho dos oceanos não é suficiente para evitar um colapso. 

Quais seriam as boas políticas para a preservação dos mares? 
Várias ações precisam ser postas em prática. Entre elas, uma rede global de áreas marinhas protegidas. Proteção da biodiversidade em águas internacionais. Pesquisas coordenadas da acidificação dos oceanos e de seus efeitos. Expansão e implementação de acordos institucionais para a proteção do ambiente marinho. E estabelecimento, sempre que viável e por consenso de todos os interessados, dos procedimentos de manejo nas áreas de pesca, com base no respeito aos ecossistemas e aos pescadores artesanais. 

Circula entre alguns conservacionistas a ideia de que, se conseguirmos proteger de modo efetivo 10% dos oceanos, será possível salvar as populações de peixes. É verdade? 
Admitindo-se que o oceano é o coração do planeta, basta transpor a imagem para nosso corpo: alguém consegue viver com 10% do coração? Não funciona assim.

AS 20 REGRAS PARA SER FELIZ

Quem conseguir tornar consciente e colocar em prática essas regras, possivelmente aprenderá a viver com qualidade. Instituto Eneagrama - 21...