Não desconte seu estresse na comida! Veja nossas dicas!

10/12/2012 Mundo Verde




O estresse é um “conjunto de reações do organismo a agressões de origens diversas, capazes de perturbar o equilíbrio interno”.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que o estresse afeta mais de 90% da população mundial, sendo considerado uma epidemia global. Uma carga mínima de estresse funciona como uma pequena dose de adrenalina, que naturalmente, coloca as coisas para funcionar, sendo importante para realizarmos nossas atividades cotidianas.

Porém, em excesso, o estresse pode causar problemas emocionais e, até físicos graves, tais como ansiedade, tensões musculares, problemas digestivos, diminuição da concentração, chegando até a depressão.
Diariamente, passamos por situações que são gatilhos para o estresse. O acúmulo de tarefas, trânsito congestionado, desentendimentos afetivos, entre outros, podem levar ao estresse. O corpo geralmente sinaliza, mostrando que as coisas não estão indo bem. Os sintomas são diferenciados, de acordo com a pressão vivida naquele momento. Acordar cansado e com dores no corpo, por mais de uma semana, mesmo tendo dormido o tempo habitual, por exemplo, e ter dificuldades com a memória, como esquecer coisas básicas são alguns dos sinais.

Cada pessoa reage de forma diferente ao estresse, na maioria das vezes buscando um “antídoto” para amenizar a dor emocional. Muitas buscam alívio através da comida, aumentando a ingestão de alimentos, que na maioria das vezes não são saudáveis. Com essa compensação pode ocorrer ganho de peso, uma vez que as escolhas alimentares nem sempre são de baixo valor calórico e, ainda, são pobres em nutrientes.

Com algumas mudanças nos hábitos diários podemos manter os hormônios do estresse o mais próximo possível dos níveis normais e evitar a compulsão alimentar, que também pode desencadear outras doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. Veja como:

- Alimentação saudável: comer bem é parte fundamental para o alívio do estresse. Através da alimentação há o fornecimento de nutrientes fundamentais para a formação de neurotransmissores relacionados ao bem estar. Para isso, inclua diariamente em seu cardápio grãos integrais, hortaliças, frutas, oleaginosas e óleos vegetais.

- Exercício físico: pesquisas indicam que o exercício físico, mantido sem interrupção por 30 minutos leva à produção de endorfinas, substâncias relacionadas à sensação de conforto, prazer e bem estar. Considerada um analgésico natural, a endorfina ajuda na redução do estresse e da ansiedade, aliviando as tensões.

- Meditação: reduz a ansiedade, torna a respiração equilibrada e profunda e melhora a oxigenação e a freqüência cardíaca.

- Boa noite de sono: uma noite bem dormida também é pré-requisito para combater o cansaço. Durante o sono, nosso corpo produz melatonina, um hormônio que prepara e induz o sono. Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos e é extremamente fotossensível, ou seja, sua secreção é bloqueada na presença de luz.

Outro aspecto relevante, antes do repouso, é evitar alimentos estimulantes, como café, chocolate e álcool, que inibem a produção do hormônio. Ao invés disso, consumir uma xícara de chá de camomila, melissa ou maracujá pode auxiliar no alívio a tensão.

- Pensamento positivo: este faz mesmo um bem enorme para a saúde, sendo um poderoso antídoto contra o estresse. Um artigo publicado na Current Directions in Psychological Science, sugere que bons pensamentos podem ser um poderoso antídoto para o estresse, dor e algumas doenças.

Fonte:
Bruna Murta
Flavia Figueiredo
Nutricionistas da rede Mundo Verde

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