sábado, 16 de março de 2013

Se o câncer se transmitisse sobretudo geneticamente, as crianças adotadas teriam a taxa de câncer de seus pais biológicos e não a de seus pais adotivos.



" Na Dinamarca, onde existe o registro genético e detalhado que traça as origens de cada indivíduo, os pesquisadores encontraram os pais biológicos de mais de 1000 crianças adotadas ao nascer. Sua conclusão, publicada na maior revista de referência em Medicina o New England Journal of Medicine, nos obriga a modificar todas as nossas perspectivas sobre o câncer:

Herdar genes de pais biológicos mortos de câncer antes dos 50 anos não tem nenhuma influência sobre o risco de a própria pessoa desenvolver um câncer.

Por outro lado, a morte por câncer de um pai adotivo ( que não transmite nenhum gene, mas transfere seus hábitos de vida) multiplica por 5 o risco de a pessoa morrer de câncer também.

Esse estudo mostra que são exatamente os hábitos de vida, e não os genes, os principais implicados na suscetibilidade ao câncer. Todas as pesquisas sobre o câncer contribuem no máximo com 15% para a mortalidade do câncer.

Em suma, não há nenhum destino fechado e todos nós podemos aprender a nos proteger.

Do livro Anticâncer  Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais - de David Servan - Schreiber 


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