terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vamos tirar o planeta do sufoco?


Supermercados promovem campanha contra o uso de sacolas plásticas

Com o apoio de associações do segmento, a iniciativa pretende banir as sacolas plásticas dos supermercados de São Paulo

por Daniel Mello, da Agência BrasilFonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE

Iniciativa pretende acabar com as sacolinhas plásticas nos supermercados de São PauloFazer com que os supermercados paulistas deixem de distribuir sacolas plásticas para embalar compras dos clientes é o principal objetivo da campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco. Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), responsável pela iniciativa que vai até o dia 29 deste mês, os estabelecimentos associados vão adotar a mudança em 150 cidades onde residem 80% da população do estado. "Vamos ter ainda alguns pequenos associados, que estão em cidades pequenas também, que não foram mobilizados", explicou o diretor de sustentabilidade da Apas, João Sanzovo.
A campanha segue um esquema piloto adotado há um ano e meio em Jundiaí que, de acordo com pesquisa encomendada pela associação, foi aprovado por 77% da população. "A campanha só deu certo em Jundiaí porque houve apoio do cidadão, os consumidores que ficaram felizes de ter uma forma de contribuir para o meio ambiente", disse.
Com o fim da distribuição das sacolas plásticas, os consumidores terão de optar entre as sacolas retornáveis ou biocompostáveis, feitas de amido de milho, vendidas nos estabelecimentos. A primeira opção, que pode ser usada várias vezes, é apontada como preferencial.
A ideia e contribuir para a diminuição de um problema ambiental causado pelo descarte das 2,4 bilhões de sacolas plásticas distribuídas todos os meses no estado. "Nós vamos estar mudando a nossa cultura, a nossa forma de comercializar, de pensar, educando os nossos clientes sobre a importância dessa mudança cultural", ressaltou Sanzovo que revelou que a ideia foi amadurecida por cinco anos antes de ser lançada.
O diretor acredita em resistência inicial por parte dos consumidores, mas entende que todas as mudanças de hábito demoram tempo para serem completamente assimiladas. "Resistências haverão, com certeza, mas elas vão ser bem menores porque a grande maioria [da população] está bastante consciente".
Sanzovo destacou ainda que com essa mudança o setor de supermercados começa a se adaptar às determinações da nova lei de resíduos sólidos. "Essa sacolinha é a ponta do iceberg em todo um processo de revisão de comportamento de consumo, de mudança da cultura do descarte".

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