segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ser Solidário, Ser Voluntário.


Hoje assisti a uma palestra no Centro de Voluntariado de São Paulo com um tema “pra” lá de interessante: Voluntariado e Transformação Social.
Como a própria Palestrante advertiu no início, nada do que seria apresentado era novo, mas relembraríamos conceitos e preconceitos adormecidos, condição essencial para nos tornarmos verdadeiros Voluntários.

Em princípio todos nós somos “seres do bem”, somos contra jogar papel no chão, desperdiçar água, luz, poluir o ar, cortar árvores, etc, etc. Mas quantos de nós somos “seres realmente humanos”, pensando “amplo” em vez de pensar “eu”? Somos exemplo à nossa família, vizinhos, comunidade, enfim, aos que nos cercam?

Ser um cidadão é se perceber parte, é fazer parte de alguma coisa. Ser Voluntário transcende a isso: com seu olhar crítico, mas construtor, realiza ações transformadoras. Doa uma parte de si.

O trabalho Voluntário tem muitas dimensões: um grande projeto ligado a uma organização, uma praça precisando de cuidados, a reciclagem do lixo no prédio onde moramos, uma horta comunitária e até uma pessoa precisando de ajuda para atravessar a rua. Existe alternativas de acordo com o tempo e habilidades disponíveis, o importante é perceber e realizar.

Outro dia assisti a uma cena na rua que me comoveu muito e que encaixa muito bem no contexto. Duas senhoras conversando no portão. Pessoas de certa idade, desgastadas pelo tempo, sem nenhum encanto físico.

A que aparentava ser um pouco mais moça disse à mais velha:

- Você escreve a carta para ele? Diga que gosto muito dele e quero um relacionamento sério.

A outra senhora responde:

- Mas por que você não fala isso pessoalmente?

- Fico sem jeito, é difícil falar olhando nos olhos dele. Você sabe como dizer melhor, escreve para mim…

- Está bem, disse a outra, quero ver você feliz.

Naquela cena havia algo especial. Elas pareciam estar em outros tempos, alheias ao que acontecia ao redor, tinham o frescor de duas adolescentes na expectativa de um novo amor, sem julgamentos. Entre elas havia confiança, compreensão, respeito mútuo, admiração e, acima de tudo, comprometimento.

Espontaneamente esta senhora participava de um trabalho voluntário, transformando e devolvendo a auto-estima da amiga e ainda colaborando para um possível futuro amor. Um Trabalho Voluntário puro, feito pelo coração.

Faça a sua parte, por menor que ela seja promoverá uma grande mudança. Tenha certeza disso!

Palestra Voluntário e Transformação Social – palestrante voluntária Mirta.
Escrito por Nadia Cozzi – Voluntária Online

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