segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Mariana Ferrão conta como encontrou a tranquilidade na ioga e nos rituais tibetanos



  • Divulgação / Zé Paulo Cardeal / TV Globo
    Práticas ajudaram a apresentadora do Bem Estar, da Globo, a preservar mais o corpo e a mente
    Práticas ajudaram a apresentadora do Bem Estar, da Globo, a preservar mais o corpo e a mente
Mariana Ferrão procura levar a sério o tema do programa que apresenta na Rede Globo, o Bem Estar. Aos 34 anos, esta filha de brasileira com mexicano conta que sempre se cuidou, mas, agora, está ainda mais atenta a seus hábitos. Retomou as aulas de ioga, pratica todos os dias um ritual tibetano de exercícios e respiração, faz aulas de zouk e cuida da alimentação.

Ela conta que começou a fazer ioga em 2005 e que tinha uma ideia errada sobre a prática, pois achava que era algo muito parado. “A professora dava aulas de power yoga e eu achava o máximo. Conseguia fazer posições que imaginava não ser capaz, mas sempre respeitando meu corpo. Emagreci cinco quilos e meu abdômen e braços nunca ficaram tão definidos”, diz, animada.

Porém, a professora engravidou e parou de dar aulas. Mariana se separou do primeiro marido e mudou de bairro. Ao tentar retomar as aulas, soube que a professora não voltaria. Acabou conhecendo outra profissional, mas não se adaptou: “Ela era muito radical, me manipulava muito e acabei tendo duas lesões, na cervical e nos joelhos”, conta ela, que acabou parando.

A apresentadora conta que sempre foi uma pessoa que fazia tudo até o fim, a qualquer custo, e isso a prejudicou muito: “Quebrei muitas partes do meu corpo por conta disso”, confessa.

Porém, ao começar a apresentar o Bem Estar, a antiga professora a viu na televisão e a procurou. Assim, as duas se reencontraram depois de anos. Agora, ela e Meg Caballero fazem aulas duas vezes por semana.

Veja algumas posturas praticadas por Mariana Ferrão

Foto 1 de 5 - "A Meg Caballero, minha instrutora de ioga, sempre me diz: "esquece sua base". É algo físico, mas aos poucos você percebe que isso serve para outras situações e que até pode se desconectar do mundo", conta Mariana Ferrão Divulgação / Zé Paulo Cardeal / TV Globo
Ritual tibetano

Antes do Bem Estar, Mariana Ferrão fez uma temporada do programa Globo Mar, o que mexeu com sua rotina, pois ela e a equipe ficaram em uma embarcação por um mês. Em seguida, fez reportagens para o Fantástico. A partir do novo programa, começou a ter uma hora fixa para acordar. “Precisava estar na emissora às seis e meia da manhã. E isso me custava no início. Chegava ‘sonada’. Daí fui fazer acupuntura e a profissional me falou sobre o ritual tibetano, que estimulava os chacras”, diz.

Trata-se de uma série de cinco movimentos que são parecidos com os da ioga. Porém, ela conta que faz poucas repetições de cada: “Faço de sete a 11 repetições e isso já dá uma acordada no corpo. Em seguida, fico na posição de lótus e começo a meditar. A acupunturista me ensinou a visualizar as cores dos chacras, respirar e meditar. Eu oro pelo dia, agradeço pelo bem que vem chegando. Nem nas férias eu paro. Falo para meu corpo ‘eu não te abandonei’”, afirma ela, que acorda por volta das cinco e meia da manhã para a prática.

Isso tudo a deixa muito mais calma, tanto que ela conta que dias atrás presenciou uma discussão e quase intercedeu, mas depois pensou bem e não fez nada: “Por que vou me meter numa conversa que não é minha? Não é meu problema. O mesmo se estou no trânsito. Se alguém buzina é porque deve estar estressado”.

Antes, ela assume que era reativa e tinha o ímpeto de devolver a provocação. Agora, tenta não entrar na vibração ruim do outro.  Preservar o corpo também é algo que ela desenvolveu. Há vezes em que pensa em sair para dançar, mas sabe que terá de acordar cedo no dia seguinte e ficará cansada. Agora, ela pensa mais no que faz.

Paixão antiga

Dançar, aliás, é uma paixão antiga, tanto que ela chegou a fazer, em paralelo ao jornalismo, o curso de comunicação e arte do corpo, ambas na PUC de São Paulo. Mas desistiu da segunda faculdade em virtude da morte de sua mãe. Na época, chegava a dançar sete dias por semana, especialmente zouk. Agora, ela está retomando esta atividade.

“Fui a uma balada, dancei muito e quis voltar. A dança me permite uma desconexão entre cabeça e corpo. Fico totalmente entregue”, admite a apresentadora. Além disso, sente que sua postura e até seu modo de se sentar em frente ao computador melhoram quando dança. Fora isso, ela também faz academia três vezes por semana.

SUCO DE COUVE

  • Receita: uma folha de couve e dois cajus com casca. Bater tudo no liquidificador
O suco e os fãs

Depois de apresentar um quadro ensinando a fazer uma receita no programa, Mariana Ferrão ficou curiosa e começou a prepará-la também. Trata-se de um suco de couve que ela toma logo cedo, sempre com o acréscimo de uma fruta. “Ele serve para tudo. Tem cálcio, é antioxidante, o que chamam de detox. Pego uma folha de couve, que congelo, quebro e a deixo respirando enquanto pratico meu ritual. Depois bato no liquidificador com uma fruta.”

Ela conta que começou a postar nas redes sociais a foto do suco do dia e, quando não faz isso, seus seguidores a cobram, mesmo aos finais de semana, quando ela costuma tomar café da manhã fora. “Como é o primeiro alimento do dia, é importante que seja feito por você mesmo. É um carinho que você se dá."

Pequenos prazeres

Mesmo antes de apresentar o Bem Estar, ela tinha bastante conhecimento no tema, mas admite que está aprendendo mais e mais. “Pensar ou deixar o corpo falar? Isso pode fazer com que você coma coisas que não tenham a ver com suas necessidades, mas que ele pediu. Claro que todos temos o dia ‘pé na jaca’ e é preciso se permitir isso também."

Porém, no cotidiano, sua alimentação é mesmo baseada em peixe, arroz integral e granola sem glúten (não por ter intolerância, mas por se sentir mais leve). Ela afirma que suas idas ao médico diminuíram depois de incorporar esses itens, assim como as dores de cabeça que costumava ter.

Por acordar tão cedo para os padrões normais, Mariana Ferrão acabou desenvolvendo outro pequeno prazer: assistir o nascer e o por do sol no horizonte: “Não consigo todos os dias, mas ver o dia começar e terminar, daqui da minha varanda, alimenta meu ciclo”, finaliza. 

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