quinta-feira, 25 de abril de 2013

Famílias apostam na produção de doces orgânicos, em Rondônia

Frutas usadas na produção dos doces são cultivadas sem agrotóxicos.
Agricultores pensam em expandir a venda para outros estados do Brasil.

Do G1 RO com informações da TV RO

Doces são produzidos livres de agrotóxicos e conservados em compotas (Foto: TV Rondônia/Divulgação)

Famílias da área rural do município de Candeias do Jamari (RO) descobriram os benefícios de produzir doces artesanalmente, a partir de matéria prima orgânica. Os doces, em compotas, são vendidos nas feiras livres do município pelos produtores, mas a ideia deu tão certo que estão pensando em expandir o negócio. A doceira Maria Augusta comenta que o segredo da produção é o não uso de conservantes ou corantes. O presidente da associação Lindoval Silva, explica há uma movimentação para conseguir a autorização de revenda para outros estados.

São várias as oções de doces: com frutas em pedaços ou em pasta, bananada, goiabada, doce de cupuaçu com ou sem caroço. Maria conta que só é utilizado a fruta o açúcar e água. Mas para toda receita há um ‘toque do chefe’, diz a doceira. “A única coisa fora isso é o cravinho e canela em pedaços que eu adiciono na hora da preparação. Não precisa de nenhum conservante ou corante”, explica.

As 32 famílias do assentamento Paraíso das Acácias, em Candeias do Jamari, decidiram se reunir para criar a Associação Agro Ambiental, com auxilio da Secretaria de Agricultura de Rondônia, e começaram a fabricar doces de frutas sem nenhum tipo de agrotóxico. A matéria prima dos doces vem das propriedades rurais do assentamento. Durante o cultivo, nada de produtos químicos. Até mesmo o adubo é natural, vem do esterco dos galinheiros que são mantidos pelos agricultores.

Felisbiano Santana é produtor rural e conta que atualmente é produzido de 80 a 100 quilos de doces por semana. "Hoje a gente não está aguentando fazer a produção que é esperada. A nossa expectativa é alcançar 400 quilos de doces por semana", explica.

O presidente da associação Lindoval Silva, explica que mesmo com a empolgação dos moradores com a ideia, para comercializar as compotas de doce em outros estados é necessário selos verdes e de fiscalizações municipal e federal.

Enquanto isso, as famílias estão sendo orientadas a padronizar e industrializar a produção. "Estamos montando mais duas fábricas de doces para ampliar e conseguir o selo verde para que possamos conseguir revender em outros estados", ressalta Lindoval
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