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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Refúgios Urbanos e um delicioso passeio pelos prédios antigos de São Paulo

Neste último sábado dia 04/11 o projeto Prédios de São Paulo nos levou a andar pelo Centro Velho e aprender sobre a história da urbanização e verticalização da área mais fascinante de São Paulo! Foi o último passeio deste ano, mas tem várias atividades muito interessantes  que virão

Tudo começou no escritório da Refúgio Urbanos
que fica lá na Benjamin Constant, onde fomos recebidos com carinho e uma decoração deliciosa, que mistura passado e presente com imenso bom gosto.




Depois de conhecermos a história do local, que serviu entre outras coisas como residência de Peixoto Gomide,  (aquele da Rua que fica nos Jardins), pernas pra que te quero, fomos guiados pela história de São Paulo, um mergulho no passado pelas mãos da Débora Fabrício da Viare Travel  e o Almiro Dias da Refúgios Urbanos.

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Saímos por volta das 9 horas e já tínhamos muita coisa para ver na fachada do prédio da Refúgios - o Palacete Chavantes, da década de 20. A riqueza dos detalhes e entalhes da porta e da fachada.


O elevador é antigo com suas portas pantográficas mas que funcionam automaticamente!!!

Na época ele foi um dos primeiros arranha-céu de São Paulo e continua sendo imponente mesmo tendo “somente” 10 andares.

Seu fascínio maior esta em saber que ele já foi um prédio residencial, transformado posteriormente em comercial na década de 1940.

Foi encomendando pelo fazendeiro e cafeicultor João Batista Mello de Peixoto que adquiriu estas propriedades do casamento com Gneza Peixoto Gomide, filha do Senador Francisco de Assis Peixoto Gomide, o qual possuía fazendas de café também no município de Chavantes. (fonte: Refúgios Urbanos )

São Paulo tem muitas curiosidades e coisas preciosas escondidinhas. Claro que não vou contar o passeio inteiro, até porque quero que vcs tenham o mesmo deslumbramento que eu tive. Mas vou dar um gostinho da "coisa"

Entre outras curiosidades visitamos a Casa Fidalga tradicional casa de calçados onde as pessoas ricas levavam a família para comprar sapatos. E tinha até lugares mais reservados para atendê-las, um luxo!


Edifício Triângulo - painel de Di Cavalcanti


Olha como ele está hoje, nesta semana houve um show de música na cidade e vários prédios históricos foram pixados! 





Edifício Casa das Arcadas é um prédio localizado no distrito da Sé, na esquina da Rua Quintino Bocaiúva com a Rua Benjamim Constant, esse edifício, legítima construção com estilo neoclássico




Inaugurado em 1929, ele foi projetado por Dácio A. de Moraes e Cia. Ltda e pertenceu ao empresário e cafeicultor paulista Armando Álvares Penteado, que dá nome à fundação que hoje é proprietária do local. FAAP.

Hoje ele abriga no mezanino algumas lojas e escritórios, mas foi projetado para ser um grande boulevard onde as mulheres de famílias ricas faziam suas compras.








O que dizer do Palacete Tereza com suas janelas do chão ao teto, tacos de madeira e azulejos originais. O Palacete apresenta uma linguagem eclética, produzindo uma composição do encontro dos estilos renascentista, barroco, maneirista e neoclássico. 





Localizado no número 22 da Rua Quintino Bocaiuva, com laterais para as ruas Direita e José Bonifácio no centro de São Paulo, Brasil. 


Foi projetado por Augusto Fried, arquiteto alemão, que fez obras diversas na cidade de São Paulo. 

O perímetro ficou conhecido como "Triângulo", local em que a cidade se inicia.



Intitulado como "A Esquina Musical de São Paulo", já foi matriz da Rádio Record e casa de inúmeras lojas de instrumentos musicais, entre elas a Casa Bevilacqua e a Editora Irmãos Vitalle.






Ao se mudar do pequeno ponto do Jardim Paulista para o centro, a ótima Casa de Francisca ficou ainda melhor. Agora no majestoso Palacete Teresa Toledo Lara, erguido em 1910, preserva o ar retrô e a famosa arquibancada do endereço original. 






Vejam as maravilhas que muitas vezes passamos e nem notamos, estão aí para serem redescobertas. 



Riqueza nos detalhes,  figuras gregas e romanas, grãos de café e frutas, registram o período da opulência dos Barões do Café.
 
 Prédio que abrigou entre 1924 e 1925 a editora de Monteiro Lobato


   
 Faculdade de Direito
No Pátio do Colégio

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O Banco de São Paulo
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E não podia deixar de falar no Edifício Martinelli

Imponente no triângulo formado pela Rua São Bento, avenida São João e Rua Líbero Badaró, no centro da capital paulista. 

Considerado um mirante, onde é possível observar pontos turísticos de São Paulo.
A construção do edifício começou em 1922 e foi inaugurado às pressas, ainda incompleto, em 1929, com apenas 12 andares, devido a inauguração do Edifício A Noite. A construção do edifício seguiu até 1934. O trabalho terminou quando o edifício tinha 30 andares.

O edifício foi idealizado pelo italiano Giuseppe Martinelli e projetado pelo arquiteto húngaro Vilmos (William) Fillinger. Com 105 metros de altura, foi entre 1934 e 1947 o maior arranha-céu do país e, durante um tempo, o mais alto da América Latina. Gerou grande polêmica, pois, até esse momento, não havia nenhum outro edifício em São Paulo com altura elevada.

Os três últimos andares do primeiro arranha-céu da cidade foram erguidos para servir de residência ao comendador que construiu e batiza o prédio. Ele queria provar que, a despeito da crença generalizada entre os paulistanos na segunda metade da década de 20, aquele gigante de trinta andares e 105 metros de altura não viria abaixo. 

O edifício foi completamente remodelado pelo prefeito Olavo Setúbal em 1975 e reformado novamente em 1979. Atualmente, o prédio abriga órgãos municipais, como a Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB) e a Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB-SP), além de várias lojas no piso térreo.

Por incrível que pareça isso é mesmo, apenas um aperitivo, tem muito mais coisas no passeio que começa às 9 e termina às 13.30hs e garanto termina com gostinho de quero mais, viu?

Ah ia esquecendo de dizer, quase todos esses prédios incríveis oferecem visitação gratuita com guias que contam em detalhes a história dessas belezinhas antigas e imponentes até hoje, apesar da decadência do centro de São Paulo, tão abandonado pelas autoridades competentes. Talvez se soubéssemos um pouco mais da nossa história exigiríamos providências de nossos governantes.

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